Distrito 4600 de Rotary International

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MEU CAMINHO PARA ROTARY - Livro de Paul Harris

PREFÁCIO
Duas coisas me parecem sumamente importantes no decurso dos meus mais de setenta anos de existência: a
minha NOVA INGLATERRA e o MOVIMENTO ROTÁRIO.
Muitas e muitas vezes tenho ouvido estas observações: "Você não poderia ter imaginado que o Rotary tornar-
se-ia um movimento internacional para o bem, como é! Você o construiu melhor do que jamais imaginou!"
É verdade, meus amigos. No começo, a senda não  aparecia clara como hoje. No entretanto, havia um
objetivo que me impelia para o futuro. A minha contribuição para o movimento rotário se origina no meu vale. Na
amistosidade da sua gente, na sua tolerância política e religiosa. Em uma palavra, no vale onde vivi a minha infância
foi que brotou a semente do Rotary. Por isso, proponho-me a dizer-lhes alguma coisa daquela minha saudosa fase de
vida, num sítio tranqüilo de Vermont.
Na verdade, tudo o que sei da Nova Inglaterra, das suas  montanhas e dos seus vales, resultou das
observações de um menino. O menino era eu. Mas a névoa dos anos, que separa aquele menino do homem que sou
hoje, não pôde modificar a personalidade que se formou. Naturalmente, no homem de hoje ainda vive o menino
daquela época: vivem os seus sonhos, os seus misticismos, as suas travessuras, a sua impetuosidade, a sua existência
temperada de ousadia e doçura, de amor pela beleza do mundo circundante e do afeto e ternura do casal de
velhinhos, seus avós, que lhe deram um lar.
Os homens vão à montanha para inspirar-se ou para repousar. Os letrados escrevem sobre as montanhas, os
poetas as cantam, os artistas as pintam. Os meninos as querem para suas correrias. Por que não, se as montanhas são
um desafio à escalada dos seus pés ágeis e incansáveis? Por mais altas que elas sejam, o espírito dos meninos as
ultrapassa. E, para eles, vence-las é o triunfo. A exuberância do menino e a exaltação do seu espírito, conduzem-no
além do êxtase do prazer de viver. O menino é o rei da criação. Mas, por deplorável fatalidade, ele tem de tornar-se
homem. Continuará, apontando os caminhos que o homem terá de percorrer: O homem jamais poderá deixar de ser,
parcialmente, menino, de amar o que o menino amou, de assinalar na própria conduta, as características da sua
meninice.
Quem escreve este livro tem razões especiais para ser grato ao que lhe veio da meninice. A pureza da vida
rural, às bênçãos dos lares bem formados da Nova Inglaterra, à importância da educação e à devoção aos altos ideais.
Ali o menino compreendeu a necessidade da tolerância a todas as seitas religiosas e a todos os credos políticos.
Aprendeu a não criticar acerbamente os pontos de vista de outrem, sejam eles quais forem. Compreendeu e assimilou
a ventura da aproximação pela amizade e pela solidariedade espontânea.
Levou muito tempo para que o reconhecimento disso tudo chegasse à minha consciência - no crescer, o
menino estava mais interessado nos prazeres que a vida lhe oferecia - mas hoje me sinto feliz por reconhecer que o
homem aprendeu do menino o que tenta transmitir aos outros homens.
O que é o Rotary? Cada qual dá a sua própria resposta. É mais fácil notar o que Rotary faz  do que defini-lo.
Alguém afirmou, recentemente: "se o Rotary nos estimulou à visão do homem e da vida com maior boa vontade, se
nos ensinou a aceitar os homens pelo que há de melhor neles e com maior tolerância, se nos tem proporcionado o
contato com outras pessoas interessadas em captar e irradiar a alegria e as belezas da vida, ele tem-nos dado tudo o
que dela poderíamos esperar".
Chicago, outubro de 1945
Paul Harris.
O Distrito 4600 disponibliza aqui no site o Livro MEU CAMINHO PARA ROTARY que foi escrito por Paul Harris .
Faça o download do livro em aquivo PDF.
Leitura importante na vida de todo Rotariano que quer entender a verdadeira missão de nosso fundador e de seu ideal no SERVIR.

"Duas coisas me parecem sumamente importantes no decurso dos meus mais de setenta anos de existência: a
minha NOVA INGLATERRA e o MOVIMENTO ROTÁRIO.
Muitas e muitas vezes tenho ouvido estas observações: "Você não poderia ter imaginado que o Rotary tornar-
se-ia um movimento internacional para o bem, como é! Você o construiu melhor do que jamais imaginou!"
É verdade, meus amigos. No começo, a senda não  aparecia clara como hoje. No entretanto, havia um
objetivo que me impelia para o futuro. A minha contribuição para o movimento rotário se origina no meu vale. Na
amistosidade da sua gente, na sua tolerância política e religiosa. Em uma palavra, no vale onde vivi a minha infância
foi que brotou a semente do Rotary. Por isso, proponho-me a dizer-lhes alguma coisa daquela minha saudosa fase de
vida, num sítio tranqüilo de Vermont.
Na verdade, tudo o que sei da Nova Inglaterra, das suas  montanhas e dos seus vales, resultou das
observações de um menino. O menino era eu. Mas a névoa dos anos, que separa aquele menino do homem que sou
hoje, não pôde modificar a personalidade que se formou. Naturalmente, no homem de hoje ainda vive o menino
daquela época: vivem os seus sonhos, os seus misticismos, as suas travessuras, a sua impetuosidade, a sua existência
temperada de ousadia e doçura, de amor pela beleza do mundo circundante e do afeto e ternura do casal de
velhinhos, seus avós, que lhe deram um lar.
Os homens vão à montanha para inspirar-se ou para repousar. Os letrados escrevem sobre as montanhas, os
poetas as cantam, os artistas as pintam. Os meninos as querem para suas correrias. Por que não, se as montanhas são
um desafio à escalada dos seus pés ágeis e incansáveis? Por mais altas que elas sejam, o espírito dos meninos as
ultrapassa. E, para eles, vence-las é o triunfo. A exuberância do menino e a exaltação do seu espírito, conduzem-no
além do êxtase do prazer de viver. O menino é o rei da criação. Mas, por deplorável fatalidade, ele tem de tornar-se
homem. Continuará, apontando os caminhos que o homem terá de percorrer: O homem jamais poderá deixar de ser,
parcialmente, menino, de amar o que o menino amou, de assinalar na própria conduta, as características da sua
meninice.
Quem escreve este livro tem razões especiais para ser grato ao que lhe veio da meninice. A pureza da vida
rural, às bênçãos dos lares bem formados da Nova Inglaterra, à importância da educação e à devoção aos altos ideais.
Ali o menino compreendeu a necessidade da tolerância a todas as seitas religiosas e a todos os credos políticos.
Aprendeu a não criticar acerbamente os pontos de vista de outrem, sejam eles quais forem. Compreendeu e assimilou
a ventura da aproximação pela amizade e pela solidariedade espontânea.
Levou muito tempo para que o reconhecimento disso tudo chegasse à minha consciência - no crescer, o
menino estava mais interessado nos prazeres que a vida lhe oferecia - mas hoje me sinto feliz por reconhecer que o
homem aprendeu do menino o que tenta transmitir aos outros homens.
O que é o Rotary? Cada qual dá a sua própria resposta. É mais fácil notar o que Rotary faz  do que defini-lo.
Alguém afirmou, recentemente: "se o Rotary nos estimulou à visão do homem e da vida com maior boa vontade, se
nos ensinou a aceitar os homens pelo que há de melhor neles e com maior tolerância, se nos tem proporcionado o
contato com outras pessoas interessadas em captar e irradiar a alegria e as belezas da vida, ele tem-nos dado tudo o
que dela poderíamos esperar".
Chicago, outubro de 1945
Paul Harris.
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